Vídeos

“A 6ª Conferência foi planejada para um público de 1910 pessoas, que vão participar ativamente das discussões, e a gente tá esperando receber uma quantidade populacional de mais ou menos três mil pessoas.”

Ysso Truká

“Faço trabalho na rede Maria da Penha, onde a gente socorre as mulheres que apanham dos maridos. Hoje as indígenas têm uma saída, temos uma rede para ajudar as mulheres e as crianças. Meu dia a dia é lutar, para ajudar o meu povo e aqueles que me procuram”.

Edite Martins, indígena Guarani Ñhandeva da aldeia Jaguapiru

“Há três anos perdemos o polo base de Campo Grande que atendia, na época oito mil indígenas, e nós ficamos sem direção da saúde indígena em contexto urbano. Essa é nossa principal reivindicação”.

Elcio Terena, morador da aldeia urbana Água Bonita e presidente do Conselho Municipal dos Direitos e Defesa dos Povos Indígenas

“Nossa principal preocupação é em relação ao tratamento de água, precisamos com urgência de uma estação de tratamento para as famílias que vivem na aldeia Guató”.

Ademilson de Assunção, vice cacique Guató

“O médico vai a cada quinze dias se não chover, se chover ele vai a cada trinta. Era um médico cubano que ia lá e, nesse momento, não temos mais nenhum. Temos muita dificuldade. São 286 famílias só na minha aldeia”. 

Genito Gomes, cacique Guarani Kaiowá

“Precisamos do reconhecimento e da valorização dos direitos do nosso Povo Ofayé. Somos a menor população indígena do estado e, por isso, muitas vezes somos os mais prejudicados”.

Marcelo da Silva Lins, liderança indígena Ofayé

“Cada povo tem as suas necessidades, aqui nessa reunião muitos parentes trazem as suas e precisamos destacar as nossas. Temos falta de estrutura, de pontes, de transporte, de remédios. Tem aldeia que a escola está junto do posto de saúde. Isso é uma falta de respeito”

Gilberto Pires, liderança indígena da etnia Kadiweu

“Se o governo não demarcar nossa terra seremos índios doentes, porque sentimos isso na nossa mente. Tem de ter a regularização no nosso território. Muitos dos nossos líderes e companheiros morreram e foram assassinados por causa disso e isso é muito triste. A terra nos pertence, a terra é nossa mãe e nossa luta não vai parar”.

Silvio Paulo, indígena Guarani Kaiowá e representante do Conselho Estadual de Saúde Indígena do Mato Grosso do Sul

“Temos várias prioridades. Precisamos discutir além da saúde básica, porque aqui temos pessoas na fila para fazer ultrassom, cirurgias, tratar catarata.. Para termos saúde de qualidade também precisamos da nossa demarcação, nós que vivemos em área de retomada pensamos em milhares de coisas, pensamos que a qualquer momento poderá vir um capanga, coisas assim”. 

Jucelino Mamede, indígena Terena e representante do Fórum dos Caciques do Mato Grosso do Sul

“Estamos ansiosos e com esperança, para que nossos desejos sejam contemplados, para termos nosso território de volta, para continuarmos cultivando nossa cultura e nosso idioma, que já está quase morrendo”. 

Nicolau Flores, cacique Kinikinaw morador da aldeia Mãe Terra, em Cachoeirinha

“Penso que a principal reivindicação dos nossos povos indígenas passa pelo fortalecimento do atendimento básico da saúde. Isso inclui uma interlocução melhor com o Estado do Mato Grosso e com os municípios, onde incide o polo base de atendimento da saúde indígena. Vivemos uma situação que, por falta desse compromisso, a saúde do nosso povo é jogada de um lado para o outro”.

Lindomar Terena, representante do Conselho do Povo Terena e da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil

“Nós precisamos, mais do que nunca, estar unidos com todos aqueles que fazem a saúde indígena – trabalhadores, gestores, prestadores de serviço – para discutirmos uma atualização da Política Nacional de Atenção à Saúde [do Povo] Indígena (PNASPI)”.

Uwira Xakriabá, 1º coordenador adjunto do FPCondisi e secretário-geral da 6ª CNSI

“O diferencial dessa 6ª CNSI pro que houve nas outras cinco é o protagonismo indígena na construção do documento orientador, do regimento, do regulamento e na essência do que foi trabalhado e construído nos eixos e sub-eixos”.

Weydson Pereira, coordenador do DSEI Alto Rio Solimões

“Gostaria de enfatizar a participação das mulheres indígenas na preparatória da 6ª CNSI, que vai ser realizada este ano e ano que vem”.

Salene Macuxi, conselheira nacional de saúde e relatora da 6ª CNSI

“Agora é o momento da gente se unir, não nos dividir, porque se a gente começar a se dividir vamos acabar perdendo força.”

Pajé Jucelino Kaiore, etnia Bakairi

“Queremos fazer um convite a todos que queiram participar, a todos os indígenas, todos os profissionais de saúde, todos os secretários regionais de saúde; para que possamos construir uma saúde indígena melhor.”

Andrea Takua, presidente do Condisi Litoral Sul